O Segundo dia de Omer!

Bom, já são meia noite e meia, então é o terceiro dia de Omer já, mas o que eu vou escrever aqui é referente ao segundo dia de Omer! Geburah em Chesed, ou seja, a Disciplina na bondade.

“A chuva é uma bênção apenas porque cai em gotas que não inundam os campos.”

Amor deve ter disciplina pra não sufocar, deve ser dosado e bem ministrado, essa é uma das faces de sua beleza.

Vamos às perguntas de hoje!
- Meu amor é suficientemente disciplinado?

Muitas vezes eu acho que não. Hoje eu tento ser um pouco mais cauteloso, um pouco mais reservado. Acho que quando não dou muito, dou muito pouco. Talvez com um pouquinho mais de prática eu aprenda a dose certa!

- Os outros tiram vantagem da minha natureza generosa?

Bom, eu acho que há quem tire, mas no final eu não me importo. Não considero quase nada tão intimamente meu que não possa ser compartilhado, mesmo que, por vezes, forçadamente.

- Estou ferindo os outros ao me tornar sua muleta em nome do amor?

Hoje eu acredito que todos tenham seu espaço. Ainda tenho algumas dificuldades para me conte, como quando insisto em aconselhar demais em certos assuntos devido á minha experiências e impeço aqueles a quem amo de seguirem seus próprios caminhos. As vezes eu me acho superprotetor, como se fosse um pai mesmo, mas na minha cabeça eu sei que faço errado… bom, o primeiro passo pra corrigir um erro é reconhecê-lo, não é mesmo?

- Estou magoando meus filhos ao forçar sobre eles meu sistema de valores porque os amo tanto?

Não tenho filhos… Não ainda. Mas acredito que a maior demonstração de amor que um pai pode dar é deixar que seus filhos aprendam seus próprios valores, cometam seus próprios erros e vivam a própria vida. Claro que os pais exercem alguma influência, mas jamais há de ser uma imposição. Foi assim comigo e espero ser capaz de fazer o mesmo por meus filhos.

- Respeito aqueles a quem amo ou meu amor é egoísta?

Já houve o tempo em que fui mais egoísta. Mas com isso eu aprendi minha lição. Hoje vejo que temos que deixar as pessoas que amamos seguirem seus próprios caminhos. O amor não exige posse, amar é conceder liberdade.

- Sou sensível aos seus sentimentos e atitudes?

Tento ser. Hoje eu tento, mas nem sempre foi assim. Como eu disse, eu ainda cometo alguns erros, ainda tento impor alguns de meus conselhos e minha proteção, mas há tempo e disposição pra melhorar.

- Vejo a pessoa amada como uma extensão de mim mesmo e minhas necessidades?

Creio que todos devem seguir seus respectivos caminhos. Tento fazer aos que amo as mesmas coisas que gostaria que fizessem por mim…

- Levo em consideração a capacidade de meu parceiro para receber amor antes que eu o dê?

Essa é difícil. Talvez a resposta seja não.Talvez eu dê meu amor aos outros tão despreocupadamente que às vezes não considero se estão ou não preparados para recebê-lo. É um caso a se refletir de verdade e por muito tempo… nunca tinha pensado nisso antes.

- Meu amor é dado de forma apropriada?

Eu não conheço uma forma apropriada de amar. Só tento fazê-lo de alguma forma que faça bem a mim e para os outros.

Por hoje é só pessoal!

E você, como é a sua disciplina dentro do amor?

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