Hoje são 4 dias do Ômer (opa, 5, eu nunca consigo postar antes da meia noite hehehehe)
O quarto dia é quando refletimos sobre os efeitos de Netzach (tolerância) sobre Chesed (bondade ou amor).
Tá começando a ficar diferente, acho que, quanto mais mergulhamos na egrégora, mais forte ela fica e mais te afeta… A reflexão de hoje foi bem diferente das outras… parece que vinha mais de dentro… era “menos eu” escrevendo. E atrás da Porta Número 1, temos!!!!! As perguntas de hoje!!!
“O ego é o pior inimigo do Eu, mas o Eu é o melhor amigo do ego.”
(Baghavad Gita)
- Meu amor é tolerante?
Acho que para o meu amor ser tolerante eu também devo ser tolerante. Confesso que durante grande parte do tempo eu não tenho sido tolerante. Isso já faz algum tempo. Acho que conforme crescemos nos moldes do mundo em que vivemos acabamos nos tornando mais apressados e menos tolerantes a erros, a atrasos…
Muitas vezes amaldiçoei os que comigo erraram, muitas vezes fui intolerante e ainda o sou com pessoas que, muitas vezes, só querem o meu bem. Não que deixe de amá-los, mas, por vezes acabo por me deixar levar pela raiva.
- Meu amor suporta revezes e contratempos?
Hmmm… Na maior parte das vezes sim. Por mais que eu possa xingar ou me entristecer ou mesmo “me estressar” com alguém, eu não costumo guardar mágoa ou rancor por muito tempo. Aliás, eu não costumo absolutamente guardar raiva ou rancor. Não me recordo de nenhuma briga que tenha sido “pra sempre” com ninguém e não me lembro de ninguém que eu possa considerar um inimigo. Espero ter a capacidade de manter essa qualidade pelo resto da minha vida.
- Concedo amor e seguro amor dependendo de meus humores ou sou constante, independente dos altos e baixos da vida?
Como eu disse antes… No final eu nunca deixo de conceder meu amor e minha amizade, mas em meus momentos de raiva e tristeza apenas prefiro estar sozinho. Por isso, às vezes, acabo ofendendo àqueles que me são caros. É um dos motivos pelos quais eu procuro me manter sempre calmo e sereno. Essa parte da reflexão me dá mais um motivo pra isso.
- Tenho boa vontade em trabalhar meus relacionamentos e lutar pelo amor que tenho?
Interessante, essa pergunta. Interessante porque acredito que o único relacionamento mais sério que já tive terminou justamente por eu não ter tido paciência para trabalhá-lo e por, quando estava prestes a acabar, não ter forças para lutar por ele.
Às vezes acho que fui muito egoísta e, por mais que tentemos ser amigos hoje em dia, acho que ambos temos algum ressentimento um pelo outro. É uma pessoa querida mas que causou muita dor. Gostaria, às vezes, de poder lembrar só dos momentos bons, mas ninguém consegue, realmente, fazer isso. Os momentos ruins são sempre os mais memoráveis.
Acho que devo desculpas a ela. Ainda que ela diga que não existe mais nenhum motivo pelo qual possa me perdoar.
- Meu amor tem espírito e valor?
Não me lembro de nenhuma ocasião que tenha me feito pensar o contrário disso. Eu simplesmente me jogo, sempre. Às vezes eu caio, mas, ainda assim, sempre tento dar o máximo de mim. Não que tenha sido sempre assim. Eu já passei por poucas e boas, já precisei muito da ajuda dos que me são mais próximos, por isso hoje eu tento ser o melhor amigo que puder, mas ainda assim eu falho, às vezes por preguiça, às vezes por falta de tato.
- Posso ser confiável tanto nas horas boas quanto nas más?
Creio que sim. Que por mais exausto, magoado ou deprimido que eu possa estar, jamais deixarei de estender minha mão a alguém. Com algumas coisas que vivi, eu aprendi que não devo pensar só em mim, muito mais coisas acontecem enquanto eu estou triste e parado. Hoje eu talvez seja capaz de deixar de resolver um problema meu para ajudar alguém, mas esse tipo de situação não é lá muito frequente.
Eu costumo atropelar meus próprios problemas. Mesmo que não estejam resolvidos eu acabo esquecendo-os e o engraçado é que os problemas dos outros sempre permanecem na minha cabeça. Isso às vezes me faz refletir : Sou altruísta ou apenas intrometido?
Hehehe… Sabem minhas duas personalidades que de vez em quando discutem aqui? Pois é… nesse ponto da reflexão eu tive a impressão de que cada hora era uma delas que falava… em nenhum momento foi só eu. Digo…. talvez, demasiadamente pretensiosamente (nossa, que enrolação) falando, tenha sido uma discussão entre Atman e ego.