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Sétimo dia do Ômer

Posted in Metafísica?!?!, Sefirat Ha Omer, Simplesmente eu on abril 27, 2008 by frodo

Ontem completou-se uma semana do Sefirat Ha Ômer. O exercício foi feito mas não transcrito hehehe. Eu simplesmente não tive muita paciência de postar ele ontem.

Bom, com a primeira semana, reflete-se sobre os aspectos de Malkuth (nobreza) sobre Chesed (bondade).

Os aspectos de Malkuth sobre Chesed são como uma reunião das diversas coisas que eu venho falando a semana inteira. O amor deve ser acompanhado de um sentimento de nobreza que transcenda qualquer coisa que, porventura, torne-o egoísta ou mesquinho, denegrindo, assim, sua imagem.

Quando eu disse ser necessário um pouco de egoísmo, talvez me referisse a nobreza, ainda que sem palavras para descrevê-la. Seria ela a sensação de calor, um fogo que purifica teu espírito, teu corpo e tua mente, torna-te divino em tua essência. É aquele sentimento de ter feito a coisa certa, assim como o que fez com que você a fizesse.

É ser superior, olhando tudo o que te rodeia com olhos amorosos que ressaltam os 7 aspectos de Chesed: Bondade, Disciplina, Compaixão, Tolerância, Humildade, Compromisso e a própria Nobreza.

É se esforçar para ser tudo o que há de louvável a teu próximo. Se esforçar para não magoar os outros, não magoando, por consequência, a si mesmo. É, no final, fazer o que é bom pelo simples fato de se sentir bem com sso.

Um dos véus foi retirado, restam mais 6.

Hoje são 6 dias do Ômer!

Posted in Metafísica?!?!, Sefirat Ha Omer, Simplesmente eu on abril 25, 2008 by frodo

Hoje são 6 dias do Ômer! (e são mesmo, pela primeira vez eu posto no dia certo)

É dia de discutir sobre os aspectos de Yesod (Compromisso) sobre Chesed (bondade).

Para que o amor seja eterno e gere bons frutos é necessário um compromisso de suas partes. É necessário proximidade e apego, de tal forma que todas as partes sejam beneficiadas.

Esse é um aspecto da minha vida que me assusta um pouco. Como é possível ter compromisso só quando se trata de amor? É muito estranho pensar nisso. Tanto tenho compromisso quando se trata de amor que chego a achar que é doença em certos momentos. E no meu caso foi mesmo. Eu deixei todas as outras coisas de lado em me envolvi de forma que, mesmo que eu quisesse, eu não saberia como sair. Não sabia mais quem eu era.

Quando acabou, meu mundo se desfez em poeira. Foi como se alguma coisa tivesse dado um jeito de apagar um mundo que eu julgava perfeito… e eterno. Foi como se a realidade simplesmente sumisse. Fiquei sem chão e sem céu… sem propósito.

Depois disso parece que eu perdi alguma parte da minha fé na minha capacidade de amar. É como acordar daqueles sonhos que você tinha certeza de que eram reais. Um balde de água fria, a tal ponto que a realidade não mais me satisfazia.

Acho que o grau de compromisso ideal no amor seria algo como um meio-termo entre nada e essa minha história. É sempre necessário um certo grau de egoísmo no amor, ou acabamos por nos misturar tanto na outra pessoa que chega um ponto em que não sabemos mais onde terminamos e onde começa o outro.

Foi realmente uma experiência assustadora poder ver o quanto eu era capaz de perder de mim mesmo e tomar de alguém. O quanto a nossa capacidade de amar nos torna, ao mesmo tempo, fortes como aço e frágeis como vidro. Hoje eu finalmente acho que entendo por quê acabou….

5 dias do Ômer!

Posted in Metafísica?!?!, Sefirat Ha Omer, Simplesmente eu on abril 25, 2008 by frodo

Hoje (ontem) foi a contagem do quinto dia do Ômer. A virtude de Hod (humildade) sobre Chesed (bondade).
É uma reflexão sobre a parte do amor em que você é capaz de passar por cima de si mesmo para atender aos desejos, anseios e necessidades do outro… pra mim é uma das partes mais bonitas em se tratando dos aspectos de Chesed.

E, como não poderia deixar de ser, vamos ver o que eu escrevi sobre isso? Ansiosos? Todos os meus 3 leitores? hehehe Vamos deixar de enrolação e começar logo com isso!

– O amor me humilha?

Não acredito que o amor humilhe alguém. Mas acredito que eu me humilhe por amor. Penso que uma certa parcela de humilhação é necessária para se amar. Em nome disso, me humilhei muitas vezes. Por ceder às vontades de quem amo ao invés de cumprir as minhas próprias. Já me julguei mal muitas vezes, já perdi minha identidade e me afastei do mundo inteiro por uma paixão. Na verdade era mais um sonho, uma ilusão perfeita.

Assim me perdi e foi com muitos tropeços e muita dificuldade que encontrei o caminho de volta. Eu sou assim… eu me jogo. Mas aprendi minha lição. Para amar você deve se humilhar até certo ponto. Jamais deixes de ser quem és. Mantenha tua própria essência sempre contigo, pois, quando a perderes, não reconhecerás nem a ti mesmo e nem a mais ninguém.

– Sou arrogante apesar disso – ou às vezes porque – tenho a capacidade de amar?

Não me considero arrogante. Muito menos por ter a capacidade de amar. Pelo contrário, acho que a capacidade de amar vai totalmente de encontro à arrogância.

– Percebo que a capacidade de amar vem de um lugar mais elevado, de D´us?

Um sentimento tão puro como o amor não pode ter saído de um simples coração humano. Por isso creio que todos, quando sentimos amar ou nos sentimos amados, temos a sensação de estar em contato com algo maior que nós, algo que simplesmente não pertence a esse mundo em sua essência.

– Sabendo que o amor vem de D´us, entro no amor com humildade total, reconhecendo o privilégio de ser capaz de amar?

Procuro fazer meu melhor. Tento ter humildade em tudo o que faço, mas por mais humilde que eu possa ser, sou apenas humano, o que significa que eu erro. Mas a humildade não é também a nossa habilidade de reconhecer nossos erros, como quando magoamos a alguém e a nós mesmos, e tentar corrigí-los?

– Percebo que, através do amor, recebo mais do que dou?
Hmm. Eu nunca tinha visto por esse lado. Nunca pensei nisso, não com essas palavras. Mas, por mais que alguém se esforce, será que é possível dar mais amor do que receber? Eu, enquanto estou por aqui, sou apenas um, cercado de muitas pessoas. Se o que você faz volta para você, é praticamente impossível dar mais o seu amor às outras pessoas do que receber. Mesmo que ame intensamente todas as criaturas, supondo que elas também te amem, jamais serás capaz de dar mais amor do que o que irás receber.

No caso de relacionamentos eu acredito que seja o oposto disso. Eu costumo me entregar sempre mais. Mas hoje eu não espero a mesma reaçãoque a minha. Cada pessoa demonstra seu amor de forma diferente, não tenhas a pretensão de achar que tua forma de mostrar amor vale mais que a forma do outro.

– Aprecio a pessoa que amo por causa disso?

Quando se ama, aprecia-se a pessoa até por seus defeitos. É, na minha opinião, o que faz com que seja bonito. Onde os outros vêem defeitos, você vê apenas diferença. “Todo mundo tem a tampa da sua panela” hehehe.

Por isso eu me entrego tão profundamente. O negócio é que ultimamente eu não tenho conhecido tantas pessoas que me dêem razão para me entregar a esse ponto, de corpo e alma, como já fiz antes.

Hmm… a cada dia eu confirmo mais que não sou só eu que estou escrevendo….

O quarto dia do Ômer

Posted in Metafísica?!?!, Sefirat Ha Omer, Simplesmente eu on abril 24, 2008 by frodo

Hoje são 4 dias do Ômer (opa, 5, eu nunca consigo postar antes da meia noite hehehehe)

O quarto dia é quando refletimos sobre os efeitos de Netzach (tolerância) sobre Chesed (bondade ou amor).

Tá começando a ficar diferente, acho que, quanto mais mergulhamos na egrégora, mais forte ela fica e mais te afeta… A reflexão de hoje foi bem diferente das outras… parece que vinha mais de dentro… era “menos eu” escrevendo. E atrás da Porta Número 1, temos!!!!! As perguntas de hoje!!!

“O ego é o pior inimigo do Eu, mas o Eu é o melhor amigo do ego.”

(Baghavad Gita)

– Meu amor é tolerante?

Acho que para o meu amor ser tolerante eu também devo ser tolerante. Confesso que durante grande parte do tempo eu não tenho sido tolerante. Isso já faz algum tempo. Acho que conforme crescemos nos moldes do mundo em que vivemos acabamos nos tornando mais apressados e menos tolerantes a erros, a atrasos…

Muitas vezes amaldiçoei os que comigo erraram, muitas vezes fui intolerante e ainda o sou com pessoas que, muitas vezes, só querem o meu bem. Não que deixe de amá-los, mas, por vezes acabo por me deixar levar pela raiva.

– Meu amor suporta revezes e contratempos?

Hmmm… Na maior parte das vezes sim. Por mais que eu possa xingar ou me entristecer ou mesmo “me estressar” com alguém, eu não costumo guardar mágoa ou rancor por muito tempo. Aliás, eu não costumo absolutamente guardar raiva ou rancor. Não me recordo de nenhuma briga que tenha sido “pra sempre” com ninguém e não me lembro de ninguém que eu possa considerar um inimigo. Espero ter a capacidade de manter essa qualidade pelo resto da minha vida.

– Concedo amor e seguro amor dependendo de meus humores ou sou constante, independente dos altos e baixos da vida?

Como eu disse antes… No final eu nunca deixo de conceder meu amor e minha amizade, mas em meus momentos de raiva e tristeza apenas prefiro estar sozinho. Por isso, às vezes, acabo ofendendo àqueles que me são caros. É um dos motivos pelos quais eu procuro me manter sempre calmo e sereno. Essa parte da reflexão me dá mais um motivo pra isso.

– Tenho boa vontade em trabalhar meus relacionamentos e lutar pelo amor que tenho?

Interessante, essa pergunta. Interessante porque acredito que o único relacionamento mais sério que já tive terminou justamente por eu não ter tido paciência para trabalhá-lo e por, quando estava prestes a acabar, não ter forças para lutar por ele.

Às vezes acho que fui muito egoísta e, por mais que tentemos ser amigos hoje em dia, acho que ambos temos algum ressentimento um pelo outro. É uma pessoa querida mas que causou muita dor. Gostaria, às vezes, de poder lembrar só dos momentos bons, mas ninguém consegue, realmente, fazer isso. Os momentos ruins são sempre os mais memoráveis.

Acho que devo desculpas a ela. Ainda que ela diga que não existe mais nenhum motivo pelo qual possa me perdoar.

– Meu amor tem espírito e valor?

Não me lembro de nenhuma ocasião que tenha me feito pensar o contrário disso. Eu simplesmente me jogo, sempre. Às vezes eu caio, mas, ainda assim, sempre tento dar o máximo de mim. Não que tenha sido sempre assim. Eu já passei por poucas e boas, já precisei muito da ajuda dos que me são mais próximos, por isso hoje eu tento ser o melhor amigo que puder, mas ainda assim eu falho, às vezes por preguiça, às vezes por falta de tato.

– Posso ser confiável tanto nas horas boas quanto nas más?

Creio que sim. Que por mais exausto, magoado ou deprimido que eu possa estar, jamais deixarei de estender minha mão a alguém. Com algumas coisas que vivi, eu aprendi que não devo pensar só em mim, muito mais coisas acontecem enquanto eu estou triste e parado. Hoje eu talvez seja capaz de deixar de resolver um problema meu para ajudar alguém, mas esse tipo de situação não é lá muito frequente.

Eu costumo atropelar meus próprios problemas. Mesmo que não estejam resolvidos eu acabo esquecendo-os e o engraçado é que os problemas dos outros sempre permanecem na minha cabeça. Isso às vezes me faz refletir : Sou altruísta ou apenas intrometido?

Hehehe… Sabem minhas duas personalidades que de vez em quando discutem aqui? Pois é… nesse ponto da reflexão eu tive a impressão de que cada hora era uma delas que falava… em nenhum momento foi só eu. Digo…. talvez, demasiadamente pretensiosamente (nossa, que enrolação) falando, tenha sido uma discussão entre Atman e ego.

Hoje são 3 dias de Ômer!

Posted in Metafísica?!?!, Sefirat Ha Omer, Simplesmente eu on abril 23, 2008 by frodo

Bom, na verdade ontem foi o terceiro dia…. já é madrugada do quarto!

O terceiro dia do Ômer é o dia em quem refletimos sobre os aspectos de Tiferet em Chesed, ou seja, o aspecto da Harmonia e da Compaixão sobre a Bondade e(ou) o Amor. Reflete-se sobre como você transmite seu amor, não somenta àqueles que lhe são próximos, mas a todos, em geral.

Esse talvez seja o aspecto de Chesed que se encontra mais presente no meu espírito, tanto que citei esse aspecto nas reflexões sobre chesed de chesed assim como em geburah de chesed.

Na verdade, tenho pouco a dizer sobre esse aspecto além do que já foi dito antes.

O amor não deve ser utilizado como moeda de troca. Deve ser dado sem esperar recompensa, deve ser contínuo e infinito. Amor verdadeiro deve ser dado a tudo e a todos. Talvez seja essa a mais importante lição que a humanidade precise aprender hoje em dia. Amar simplesmente por amar e ter o amor como componente indispensável em tudo o que faz, sem jamais esperar a recompensa. Aliás, existe melhor recompensa do que o sentimento de ter feito a coisa certa? Reflita sobre isso!

Um surto fresquinho!!!

Posted in Metafísica?!?!, Simplesmente eu, Surtos Psico-Esquizofrenicos on abril 22, 2008 by frodo

– Uahhhhh! Que sono!

– Hei!

– Hum?

– Beleza?

– Ahh, fala aí, cara! Ta sumido!

– Como assim sumido? To sempre aqui…

– É, eu sei…

– Bom, hoje eu vim pra cobrar o que você me prometeu…

– Que eu ia me cuidar?

– Exatamente! Você não é tão burro quanto eu achei que fosse…

– Olha quem ta falando… Pô, cara, você não ta lembrado que a gente tem 3 reais no bolso? Se dinheiro falasse o nosso já teria dito “fui” há algum tempo. Como você espera que eu coma bem… ou melhor, como você espera que eu coma com essa grana?

– Já pensou em parar de comprar cigarro?

– Se você já pensou eu já pensei…

– É… mas você nunca me leva a sério mesmo.

– Não é que eu não te leve à sério… é que as vezes é mais difícil do que você pensa cumprir as coisas que eu prometo.

– Então por que você promete?

– Sei lá… vai ver você estava errado quando disse que eu não era tão burro hehehe. Mas, falando sério, eu sempre acho que sou capaz de cumprir as minhas promessas e…

– E você é… Você só é enrolado. Ta na hora de ter um pouquinho mais de compromisso com você mesmo e com o resto das coisas não ta?

– É… eu não preciso de você me lembrando isso…

– Tecnicamente você lembrou sozinho.

– É, às vezes eu até esqueço que você sou eu. Mas por que você tem que ser tão chato?

– Pelo mesmo motivo que você tem que ser cabeça dura. Essa tua falta de responsabilidade só te causa problemas ou você ainda não percebeu isso?

– Hmm, isso sempre esteve na minha cabeça, mas o que eu posso fazer pra mudar?

– Ué, não é você mesmo que anda dizendo que o primeiro passo pra mudar é querer? Basta você deixar de ser tapado e querer!

– Tem razão… eu quero, e daí?

– OK, não é tão simples… agora que você quer, você devia começar a trabalhar com isso e o universo há de arrumar um jeito para que você aprenda.

– hmm, isso soa piegas hehehe… e me parece plágio.

– Ta, eu sei que eu não inventei isso… Mas como é uma conversa de você com você mesmo isso não pode ser considerado plágio… no máximo uma reflexão sobre algo que você mesmo leu!

– Eu não sei por que eu ainda discuto com você…

– Por que você ta ficando louco hehehe você não costuma ver por aí as pessoas conversando com elas mesmas, costuma?

– É… não normalmente. Mas gosto de achar que eu sou diferente.

– E megalomaníaco.

– Talvez um pouquinho.

– Bom… eu vou dormir… você devia fazer o mesmo.

– Ahh, rapidinho! Deixa só eu postar isso no blog!

– Ta, mas não demora que eu to com sono!

– Boa noite!

– Pra mim também!

A Busca

Posted in Metafísica?!?!, Simplesmente eu on abril 21, 2008 by frodo

Procuro desesperadamente por algo que desconheço.

Um lugar onde sei que já estive mas não sei onde é. Pessoas que me conhecem, mas de quem eu não me lembro. Sensações maravilhosas, mas desconhecidas ao coração humano.

É uma busca solitária, de mais derrotas que vitórias, na maioria das vezes infrutífera. Uma busca exaustiva, com muitos tropeços e tombos por uma estrada acidentada e tortuosa.

Na estrada não há ninguém. Não nessa estrada, pois cada um tem sua própria estrada.

e essa sempre vai ser nossa motivação. E a gente sempre vai procurar sem nunca encontrar, o desejo ha de ser enorme e a busca há de ser eterna, pelo perfeito desconhecido, isso é o que nos faz humanos.