Archive for the Simplesmente eu Category

Volta?

Posted in Simplesmente eu on julho 25, 2008 by frodo

Cara! Parece que tem séculos que eu não apareço por aqui… Saudades de escrever.

Sabe quando sua vida começa a ficar bagunçada demais? Bom… Talvez aconteça só comigo rs… Mas enfim, começou com a loucura de final de período na faculdade. Não tinha tempo pra mais nada, foi estressante pra cacete ao mesmo tempo que era divertido. Quando acabou eu estava esgotado e resolvi que junto com as férias da faculdade iria tirar férias de tudo.

Vim pra Friburgo (terrinha gelada) e ocupei todo o meu tempo revendo amigos e relembrando a época em que morava aqui. Agora que estou pra ir embora me dei conta de uma coisa. Eu gosto daqui. Eu nunca tinha pensado assim. Friburgo não é um lugar em que alguem jovem se divirta muito. Mas acho que acabamos inventando nossa diversão, sobrevivemos em qualquer lugar hehehehe.

Agora eu penso em voltar a escrever. Volto para Viçosa em pouco tempo e estou livre e pronto para voltar aos estudos, tanto na faculdade quanto no dia a dia. Aprender, conhecer… Não são simples palavras. São objetivos que deveriam ser comuns a todos aqui, mas procure não pegar pesado demais. vai com calma que tudo dará certo!

Grande Abraço e até a próxima.

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Semaninha leve/pesada

Posted in Simplesmente eu on maio 7, 2008 by frodo

Cara! Não achei que uma semana que eu não tenho nada de interessante pra fazer pudesse ser tão cansativa!

Acho que estou subnutrido. Também, um tempão só comendo pão com manteiga e tomando café deixa qualquer um acabado. Tenho sentido dores de cabeça, tonturas constantes e uma desagradável fome que duro o dia inteiro hehehe.

Bom, também, parei de comer carne e passei o feriado inteiro sentado na frente do computador. Acho que foi um dos motivos pra eu ter ficado acabado desse jeito! Tô com olheiras enormes e consegui dormir menos de 3 horas essa noite… descanso? Só sexta depois das 8:30 da noite! Será que mau rendimento acadêmico pode ser justificado por falta de grana pra comprar comida? Não devo poder… a maioria de nós, universitários vive sem um tostão! Mas o legal da Universidade é justamente isso! É uma grande fraternidade de vagabundos sem dinheiro. Não é a toa que se sai de casa num fim de semana só com ar no bolso e volta-se bêbado! Po… tem algum tempo que eu não saio. Tô precisando tomar uma cervejinha e me divertir um pouco! Há quanto tempo o computador é minha única companhia…

Mas vamos deixar de falar da minha vida desgraçada e feliz de estudante duro! Há trabalho a ser feito!

Abraços a todos os que lêem as besteiras que eu escrevo hehehe

Sonhos

Posted in Filosofias de Morcego, Simplesmente eu on maio 1, 2008 by frodo

Antes de começar meu post sobre sonhos, eu gostaria de dizer que não parei com a contagem do Sefirat Ha Ômer… só que está sendo meio tedioso colocar tudo aqui no blog e às vezes eu acho que não devia postar aquilo tudo por aqui. Tenho tudo em um bloco, escrito do meu próprio punho.

Agora eu queria falar um pouquinho sobre sonhos.

Acho que acabei entrando demais nas histórias do Sandman, do talentosíssimo Neil Gaiman, as quais eu tenho recomendado a todos que cruzam meu caminho e devo agradecer à thahy por ter me inspirado a recomeçar a ler as histórias. Estou gostando muito, tanto que, por muitas vezes, ironicamente, deixo de dormir para ler as histórias do Senhos de Sonho.

Sonhos às vezes nos dizem algo sobre nós. Não deve ser coincidência que coisas que se queira muito fazer sejam chamadas de sonhos. Não sei se alguém já parou pra pensar nisso mas, bom, eu parei.

Uma das coisas que eu achei interessantíssimas no jeito que Gaiman coloca é que cada pessoa tem seu próprio mundo particular (particular não viria de partícula?!). Não importa o quão sem graça alguém pareça aos seus olhos, essa pessoa tem algum refúgio, algum lugar que criou pra ir quando precisa pensar, já pensou nisso? Significa que temos, apenas nesse mundo, mais de 6 bilhões de mundos diferentes, onde somos deuses e personagens. Cada mente é um mundo. Cada mundo tem mentes. E cada mente é um mundo. Assim sucessivamente (sucessiva-mente). Isso significa que através de cada pessoa que você conhece, você entra em contato com diversos mundos e ao mesmo tempo você jamais conseguirá ver grande parte desses mundos, ainda assim é empolgante. Quantos mundos se pode conhecer no espaço de uma vida? Quem será que foi o gênio que concebeu uma criação tão interessantemente maravilhosa?

São perguntas meio retóricas, mas pense nelas… talvez teus sonhos te respondam!

Algo errado

Posted in Simplesmente eu, Surtos Psico-Esquizofrenicos on abril 27, 2008 by frodo

Sinto que há algo errado comigo hoje.

Não sei bem o que é. Só me sinto distante, um pouquinho infeliz. Sabe? Sem vontade de conversar muito… A casa está cheia e eu não me atrevi a sair do meu quarto ainda. Talvez não queira sorrir para os que estão do lado de fora… e por que eu sempre sorrio?

Me sinto cansado, sem ânimo de ir até a sala conversar um pouco. Talvez com medo de ser contagiado pela felicidade deles. Estão todos felizes e conversando, posso ouvir as gargalhadas, mas não estou disposto a gargalhar junto. Se eu não precisasse comer, talvez não deixasse meu quarto o dia inteiro. Simplesmente preciso de um pouco de solidão e reflexão. Ler é sempre uma alternetiva… mas já li tanto hoje.

Ainda é dia, mas mantenho as cortinas fechadas e a escuridão ainda domina meu quarto. Gostaria de não ver a luz, só por hoje, quisera ficar dormindo até escurecer novamente. A claridade queima meus olhos. Na escuridão eu posso confrontar a mim mesmo de diversas formas.

Os dois animais que brigam incessantemente no meu interior parecem estar em paz e apenas conversam, trocam um insulto ou outro, por vezes, mas estão em paz. Sinto que se eu deixar o quarto eles voltarão a se engalfinhar. Mas eu preciso sair daqui.

Pior do que se sentir preso em sua própria casa é se sentir preso em seu próprio corpo.

Sétimo dia do Ômer

Posted in Metafísica?!?!, Sefirat Ha Omer, Simplesmente eu on abril 27, 2008 by frodo

Ontem completou-se uma semana do Sefirat Ha Ômer. O exercício foi feito mas não transcrito hehehe. Eu simplesmente não tive muita paciência de postar ele ontem.

Bom, com a primeira semana, reflete-se sobre os aspectos de Malkuth (nobreza) sobre Chesed (bondade).

Os aspectos de Malkuth sobre Chesed são como uma reunião das diversas coisas que eu venho falando a semana inteira. O amor deve ser acompanhado de um sentimento de nobreza que transcenda qualquer coisa que, porventura, torne-o egoísta ou mesquinho, denegrindo, assim, sua imagem.

Quando eu disse ser necessário um pouco de egoísmo, talvez me referisse a nobreza, ainda que sem palavras para descrevê-la. Seria ela a sensação de calor, um fogo que purifica teu espírito, teu corpo e tua mente, torna-te divino em tua essência. É aquele sentimento de ter feito a coisa certa, assim como o que fez com que você a fizesse.

É ser superior, olhando tudo o que te rodeia com olhos amorosos que ressaltam os 7 aspectos de Chesed: Bondade, Disciplina, Compaixão, Tolerância, Humildade, Compromisso e a própria Nobreza.

É se esforçar para ser tudo o que há de louvável a teu próximo. Se esforçar para não magoar os outros, não magoando, por consequência, a si mesmo. É, no final, fazer o que é bom pelo simples fato de se sentir bem com sso.

Um dos véus foi retirado, restam mais 6.

Hoje são 6 dias do Ômer!

Posted in Metafísica?!?!, Sefirat Ha Omer, Simplesmente eu on abril 25, 2008 by frodo

Hoje são 6 dias do Ômer! (e são mesmo, pela primeira vez eu posto no dia certo)

É dia de discutir sobre os aspectos de Yesod (Compromisso) sobre Chesed (bondade).

Para que o amor seja eterno e gere bons frutos é necessário um compromisso de suas partes. É necessário proximidade e apego, de tal forma que todas as partes sejam beneficiadas.

Esse é um aspecto da minha vida que me assusta um pouco. Como é possível ter compromisso só quando se trata de amor? É muito estranho pensar nisso. Tanto tenho compromisso quando se trata de amor que chego a achar que é doença em certos momentos. E no meu caso foi mesmo. Eu deixei todas as outras coisas de lado em me envolvi de forma que, mesmo que eu quisesse, eu não saberia como sair. Não sabia mais quem eu era.

Quando acabou, meu mundo se desfez em poeira. Foi como se alguma coisa tivesse dado um jeito de apagar um mundo que eu julgava perfeito… e eterno. Foi como se a realidade simplesmente sumisse. Fiquei sem chão e sem céu… sem propósito.

Depois disso parece que eu perdi alguma parte da minha fé na minha capacidade de amar. É como acordar daqueles sonhos que você tinha certeza de que eram reais. Um balde de água fria, a tal ponto que a realidade não mais me satisfazia.

Acho que o grau de compromisso ideal no amor seria algo como um meio-termo entre nada e essa minha história. É sempre necessário um certo grau de egoísmo no amor, ou acabamos por nos misturar tanto na outra pessoa que chega um ponto em que não sabemos mais onde terminamos e onde começa o outro.

Foi realmente uma experiência assustadora poder ver o quanto eu era capaz de perder de mim mesmo e tomar de alguém. O quanto a nossa capacidade de amar nos torna, ao mesmo tempo, fortes como aço e frágeis como vidro. Hoje eu finalmente acho que entendo por quê acabou….

Pontos de vista

Posted in Filosofias de Morcego, Simplesmente eu on abril 25, 2008 by frodo

Hmm… eu não sei muito bem o que escrever aqui.

Me veio o título à cabeça e uma idéia. Mas, como sempre, não o texto pronto. Essa é a beleza de escrever. É como ser Deus. Criar e destruir a seu bel prazer. Seja feita a minha vontade!

Sobre pontos de vista. Eu finalmente estou começando a entender. Por mais que tudo te leve a crer que a realidade é uma só, cada um tem seu próprio mundo. E por que eu digo isso? Cada um vê e encara o mundo à propria maneira. Cada pessoa, objeto, tarefa, filosofia é interpretável de tantas formas quanto há pessoas no mundo. Essa é a razão do “conhece-te a ti mesmo”. Você deve primeiro descobrir o seu modo de olhar para tudo para depois poder analisar o modo dos outros. Essa é a questão. Por isso existe a idéia do não julgar. Embora seja, de certa forma, impossível, já que apenas ver uma coisa com seus próprios olhos já é uma forma de julgamento.

Interpretar é uma tarefa solitária e ao mesmo tempo conjunta. Não há como sua interpretação existir sem a interpretação das pessoas à sua volta. Você pode ver uma pessoa sentindo dor, verá que, pelo menos na maioria das vezes, não é algo bom, mas você só saberá o que é quando você mesmo a sentir.

Você consegue enxergar o que eu estou dizendo? Talvez só eu veja o amarelo ou o vermelho como eu vejo. Aos seus olhos o amarelo pode ser completamente diferente, ainda que todos olhemos aquilo como amarelo. Alguém que não saiba o que é o amarelo, daria-lhe outro nome. Assim como todos sentimos de formas variadas. Você tem sua própria concepção de amor ou de ódio. Por mais que veja alguém dizendo “eu amo” ou “eu odeio” você só sabe o que é amar ou odiar quando acontece com você. E pode ser muito diferente, a sua concepção de amor, da minha concepção de amor… Assim como possivelmente é diferente a sua opinião sobre o que eu estou dizendo. Você pode ler esse texto e dizer, “blah blah blah, isso é balela” e só de pensar isso você prova, de certa forma, que eu estou certo. É o seu ponto de vista.