9º dia do Ômer

Posted in Uncategorized on abril 29, 2008 by frodo

Eu estava muito cansado ontem para fazer o post. Não dormi direito na noite anterior e acabei deixando o post de ontem para fazer hoje à tarde! Bom, são 18:15 da tarde e é hora do post!

O que escrevo é uma transcrição do meu bloco de anotações, onde originalmente faço os exercícios.

“Hoje (ontem) são 9 dias, que perfazem 1 semana e 2 dias do Ômer

Gevurah de Gevurah

(Disciplina na Disciplina)
Hmm.
Hoje é um dia complicado. Meus maiores problemas, atualmente e desde algum tempo atrás, se devem à minha falta de disciplina e responsabilidade para quase tudo. Mas Vamos às perguntas.

– Minha disciplina é razoavelmente contida ou é excessiva?

Minha disciplina é muito contida, para não dizer “quase inexistente”. Eu tenho procurado mudar isso, e já consegui alguns progressos. Hoje eu faço as coisas que devo fazer, com algumas excessões, claro, mas porque não tenho mais escolha. Se não as fizer perderei tudo o que consegui conquistar e falo isso porque já aconteceu de eu quase perder.

– Tenho disciplina suficiente em minha vida e no trato com as pessoas?

Definitivamente não. Digo, no trato com as pessoas sim, na maioria das vezes, mas não comigo mesmo. Esse é meu maior problema. Não respeito horário, não faço meus deveres e , por muitas vezes, não cumpri meus compromissos. Essa parte de compromissos eu precisei melhorar, mas ainda tenho uma certa resistencia em relação a horários. Não durmo quando e nem quanto deveria dormir, não como como deveria comer e não estudo tanto quanto deveria estudar (exceto alguns assuntos que são de meu extremo interesse).

Quanto ao trato com as outras pessoas… Não tenho muito do que reclamar ultimamente. Tenho sido até pontual quando preciso resolver alguma coisa com alguém…

– Sou organizado?

Organizado? Só faltava eu rolar no chão de tanto rir. Sou muito bagunceiro e bagunçado. Nunca sei onde estão as coisas que preciso e nunca arrumo minhas coisas (a não ser que o caos seja tão grande que nem eu aguente). As pessoas dizem que não sabem como eu consigo viver dessa forma… e, na verdade, nem eu sei ao certo.

Sou desorganizado em demasia, mas pelo menos não sou vagabundo, ou melhor, não sou tão vagabundo quanto eu costumava ser há algum tempo atrás.

– Meu tempo é usado com eficiência?

Não. Mas estou melhor do que costumava ser antes, hoje eu, enquanto estou acordado durante as madrugadas, posso estar pesquisando ou trabalhando, e isso é mais do que sempre pude dizer.

Mas geralmente, ou durmo pouco ou durmo demais. Sempre deixo tudo para o último momento e isso, por muitas vezes, me causa problemas.

– Porque tenho problemas com disciplina e o que posso fazer para realçar isso?

Não sei muito bem o porquê dos meus problemas. Certamente tem uma (ou várias) razão. Talvez eu seja comodista demais, ou talvez tenha me deslumbrado demais quando vim morar sozinho. Engraçado que já fui muito responsável, sempre tive meus defeitos, sempre fui muito preguiçoso, mas cumpria meus deveres com gosto.

Não sei o que fazer para melhorar mas, aos poucos, eu venho tentando cumprir melhor minhas tarefas e já consegui alguns resultados. Ponto pra mim! Isso gera um empate!

Não… acho que não é um empate… ainda estou perdendo. Mas vou virar esse jogo!

– Reservo tempo todos os dias para conferir pessoalmente meus compromissos e realizações?

Nenhum. Sempre acabo resolvendo as coisas, algumas são adiadas, outras adiantadas, mas nunca reservo tempo algum para fazê-lo, simplesmente faço quando me “dá na telha”.

– Minha disciplina inclui os outros seis aspectos emocionais de Gevurah, sem os quais disciplina não consegue ser eficaz e saudável?

Talvez alguns deles… Mas se não inclui nem este direito, com certeza devem faltar alguns dos outros…”

Depois dessa reflexão eu tinha que fazer um cronograma pro meu dia de hoje… eu fiz e não é surpresa que não tenha cumprido à risca… Ainda que meu dia fosse completamente previsível…

É aí que achamos onde devemos melhorar!

8 dias do Ômer

Posted in Uncategorized on abril 28, 2008 by frodo

Hoje (ontem) são 8 dias, que perfazem 1 semana e 1 dia do Ômer.

Chesed de Gevurah

ou

Bondade na Disciplina

A intenção e o motivo implícitos na disciplina é o amor. Quando se critica alguém, faz-se porque se ama. A crítica, na maioria das vezes, é um modo de tentar mudar a pessoa para o melhor, por amor a ela. Acontece que, por vezes, o que você ache melhor pode não ser o mesmo que a pessoa ache. Não se deve criticar sem pensar muito bem no que dizer, já que a beleza está na diferença entre as pessoas e a maioria delas não pensa igual a você.

– Quando eu julgo e critico uma pessoa, isto é, de certa forma permeado com meu próprio desprezo e irritação?

Eu acho que toda crítica revela um pouco de você mesmo. Toda vez que criticas alguém o criticas em relação a algo que não te agrada, ou seja, a pessoa deve ter alguma característica que não o agrada ou não o agradaria em você mesmo. Talvez você critique porque você mesmo é daquela forma e não goste daquilo em você ou talvez, porque seja algo completamente oposto aos seus valores.

Eu vejo isso em mim mesmo. Minhas críticas demonstram minha irritação porque, às vezes, eu não tolero nos outros os defeitos que eu mesmo tenho. Por isso, ultimamente, tenho tentado julgar o mínimo possível e olhar para mim mesmo antes de criticar alguém.
– Há uma satisfação oculta em suas falhas?

Não entendi muito bem essa. Pelo que entendi, a pergunta é se eu me satisfaço com a falha dos outros, e, lamento adimitir, mas, por vezes, sim. Não que eu queira me sentir melhor que as outras pessoas, talvez eu queira apenas ensinar, talvez eu queira a confirmação desnecessária de que não sou só eu que falho.

– É apenas por amor ao outro?

Gosto de acreditar que sim. Acho que poucas foram as vezes que eu critiquei para, simplesmente, fazer outra pessoa se sentir mal. Mas não disse que nunca fiz isso. Fiz algumas vezes, principalmente com minha ex-namorada, espondo suas falhas para mostrar que naquele relacionamento eu não era o único que falhava, como algumas vezes eu senti.

Essa é a Sala de Espelhos, onde temos a oportunidade de ver nas outras pessoas o que há de errado com o mundo, o que há de errado com nós mesmos.

Algo errado

Posted in Simplesmente eu, Surtos Psico-Esquizofrenicos on abril 27, 2008 by frodo

Sinto que há algo errado comigo hoje.

Não sei bem o que é. Só me sinto distante, um pouquinho infeliz. Sabe? Sem vontade de conversar muito… A casa está cheia e eu não me atrevi a sair do meu quarto ainda. Talvez não queira sorrir para os que estão do lado de fora… e por que eu sempre sorrio?

Me sinto cansado, sem ânimo de ir até a sala conversar um pouco. Talvez com medo de ser contagiado pela felicidade deles. Estão todos felizes e conversando, posso ouvir as gargalhadas, mas não estou disposto a gargalhar junto. Se eu não precisasse comer, talvez não deixasse meu quarto o dia inteiro. Simplesmente preciso de um pouco de solidão e reflexão. Ler é sempre uma alternetiva… mas já li tanto hoje.

Ainda é dia, mas mantenho as cortinas fechadas e a escuridão ainda domina meu quarto. Gostaria de não ver a luz, só por hoje, quisera ficar dormindo até escurecer novamente. A claridade queima meus olhos. Na escuridão eu posso confrontar a mim mesmo de diversas formas.

Os dois animais que brigam incessantemente no meu interior parecem estar em paz e apenas conversam, trocam um insulto ou outro, por vezes, mas estão em paz. Sinto que se eu deixar o quarto eles voltarão a se engalfinhar. Mas eu preciso sair daqui.

Pior do que se sentir preso em sua própria casa é se sentir preso em seu próprio corpo.

Sétimo dia do Ômer

Posted in Metafísica?!?!, Sefirat Ha Omer, Simplesmente eu on abril 27, 2008 by frodo

Ontem completou-se uma semana do Sefirat Ha Ômer. O exercício foi feito mas não transcrito hehehe. Eu simplesmente não tive muita paciência de postar ele ontem.

Bom, com a primeira semana, reflete-se sobre os aspectos de Malkuth (nobreza) sobre Chesed (bondade).

Os aspectos de Malkuth sobre Chesed são como uma reunião das diversas coisas que eu venho falando a semana inteira. O amor deve ser acompanhado de um sentimento de nobreza que transcenda qualquer coisa que, porventura, torne-o egoísta ou mesquinho, denegrindo, assim, sua imagem.

Quando eu disse ser necessário um pouco de egoísmo, talvez me referisse a nobreza, ainda que sem palavras para descrevê-la. Seria ela a sensação de calor, um fogo que purifica teu espírito, teu corpo e tua mente, torna-te divino em tua essência. É aquele sentimento de ter feito a coisa certa, assim como o que fez com que você a fizesse.

É ser superior, olhando tudo o que te rodeia com olhos amorosos que ressaltam os 7 aspectos de Chesed: Bondade, Disciplina, Compaixão, Tolerância, Humildade, Compromisso e a própria Nobreza.

É se esforçar para ser tudo o que há de louvável a teu próximo. Se esforçar para não magoar os outros, não magoando, por consequência, a si mesmo. É, no final, fazer o que é bom pelo simples fato de se sentir bem com sso.

Um dos véus foi retirado, restam mais 6.

Hoje são 6 dias do Ômer!

Posted in Metafísica?!?!, Sefirat Ha Omer, Simplesmente eu on abril 25, 2008 by frodo

Hoje são 6 dias do Ômer! (e são mesmo, pela primeira vez eu posto no dia certo)

É dia de discutir sobre os aspectos de Yesod (Compromisso) sobre Chesed (bondade).

Para que o amor seja eterno e gere bons frutos é necessário um compromisso de suas partes. É necessário proximidade e apego, de tal forma que todas as partes sejam beneficiadas.

Esse é um aspecto da minha vida que me assusta um pouco. Como é possível ter compromisso só quando se trata de amor? É muito estranho pensar nisso. Tanto tenho compromisso quando se trata de amor que chego a achar que é doença em certos momentos. E no meu caso foi mesmo. Eu deixei todas as outras coisas de lado em me envolvi de forma que, mesmo que eu quisesse, eu não saberia como sair. Não sabia mais quem eu era.

Quando acabou, meu mundo se desfez em poeira. Foi como se alguma coisa tivesse dado um jeito de apagar um mundo que eu julgava perfeito… e eterno. Foi como se a realidade simplesmente sumisse. Fiquei sem chão e sem céu… sem propósito.

Depois disso parece que eu perdi alguma parte da minha fé na minha capacidade de amar. É como acordar daqueles sonhos que você tinha certeza de que eram reais. Um balde de água fria, a tal ponto que a realidade não mais me satisfazia.

Acho que o grau de compromisso ideal no amor seria algo como um meio-termo entre nada e essa minha história. É sempre necessário um certo grau de egoísmo no amor, ou acabamos por nos misturar tanto na outra pessoa que chega um ponto em que não sabemos mais onde terminamos e onde começa o outro.

Foi realmente uma experiência assustadora poder ver o quanto eu era capaz de perder de mim mesmo e tomar de alguém. O quanto a nossa capacidade de amar nos torna, ao mesmo tempo, fortes como aço e frágeis como vidro. Hoje eu finalmente acho que entendo por quê acabou….

Pontos de vista

Posted in Filosofias de Morcego, Simplesmente eu on abril 25, 2008 by frodo

Hmm… eu não sei muito bem o que escrever aqui.

Me veio o título à cabeça e uma idéia. Mas, como sempre, não o texto pronto. Essa é a beleza de escrever. É como ser Deus. Criar e destruir a seu bel prazer. Seja feita a minha vontade!

Sobre pontos de vista. Eu finalmente estou começando a entender. Por mais que tudo te leve a crer que a realidade é uma só, cada um tem seu próprio mundo. E por que eu digo isso? Cada um vê e encara o mundo à propria maneira. Cada pessoa, objeto, tarefa, filosofia é interpretável de tantas formas quanto há pessoas no mundo. Essa é a razão do “conhece-te a ti mesmo”. Você deve primeiro descobrir o seu modo de olhar para tudo para depois poder analisar o modo dos outros. Essa é a questão. Por isso existe a idéia do não julgar. Embora seja, de certa forma, impossível, já que apenas ver uma coisa com seus próprios olhos já é uma forma de julgamento.

Interpretar é uma tarefa solitária e ao mesmo tempo conjunta. Não há como sua interpretação existir sem a interpretação das pessoas à sua volta. Você pode ver uma pessoa sentindo dor, verá que, pelo menos na maioria das vezes, não é algo bom, mas você só saberá o que é quando você mesmo a sentir.

Você consegue enxergar o que eu estou dizendo? Talvez só eu veja o amarelo ou o vermelho como eu vejo. Aos seus olhos o amarelo pode ser completamente diferente, ainda que todos olhemos aquilo como amarelo. Alguém que não saiba o que é o amarelo, daria-lhe outro nome. Assim como todos sentimos de formas variadas. Você tem sua própria concepção de amor ou de ódio. Por mais que veja alguém dizendo “eu amo” ou “eu odeio” você só sabe o que é amar ou odiar quando acontece com você. E pode ser muito diferente, a sua concepção de amor, da minha concepção de amor… Assim como possivelmente é diferente a sua opinião sobre o que eu estou dizendo. Você pode ler esse texto e dizer, “blah blah blah, isso é balela” e só de pensar isso você prova, de certa forma, que eu estou certo. É o seu ponto de vista.

5 dias do Ômer!

Posted in Metafísica?!?!, Sefirat Ha Omer, Simplesmente eu on abril 25, 2008 by frodo

Hoje (ontem) foi a contagem do quinto dia do Ômer. A virtude de Hod (humildade) sobre Chesed (bondade).
É uma reflexão sobre a parte do amor em que você é capaz de passar por cima de si mesmo para atender aos desejos, anseios e necessidades do outro… pra mim é uma das partes mais bonitas em se tratando dos aspectos de Chesed.

E, como não poderia deixar de ser, vamos ver o que eu escrevi sobre isso? Ansiosos? Todos os meus 3 leitores? hehehe Vamos deixar de enrolação e começar logo com isso!

– O amor me humilha?

Não acredito que o amor humilhe alguém. Mas acredito que eu me humilhe por amor. Penso que uma certa parcela de humilhação é necessária para se amar. Em nome disso, me humilhei muitas vezes. Por ceder às vontades de quem amo ao invés de cumprir as minhas próprias. Já me julguei mal muitas vezes, já perdi minha identidade e me afastei do mundo inteiro por uma paixão. Na verdade era mais um sonho, uma ilusão perfeita.

Assim me perdi e foi com muitos tropeços e muita dificuldade que encontrei o caminho de volta. Eu sou assim… eu me jogo. Mas aprendi minha lição. Para amar você deve se humilhar até certo ponto. Jamais deixes de ser quem és. Mantenha tua própria essência sempre contigo, pois, quando a perderes, não reconhecerás nem a ti mesmo e nem a mais ninguém.

– Sou arrogante apesar disso – ou às vezes porque – tenho a capacidade de amar?

Não me considero arrogante. Muito menos por ter a capacidade de amar. Pelo contrário, acho que a capacidade de amar vai totalmente de encontro à arrogância.

– Percebo que a capacidade de amar vem de um lugar mais elevado, de D´us?

Um sentimento tão puro como o amor não pode ter saído de um simples coração humano. Por isso creio que todos, quando sentimos amar ou nos sentimos amados, temos a sensação de estar em contato com algo maior que nós, algo que simplesmente não pertence a esse mundo em sua essência.

– Sabendo que o amor vem de D´us, entro no amor com humildade total, reconhecendo o privilégio de ser capaz de amar?

Procuro fazer meu melhor. Tento ter humildade em tudo o que faço, mas por mais humilde que eu possa ser, sou apenas humano, o que significa que eu erro. Mas a humildade não é também a nossa habilidade de reconhecer nossos erros, como quando magoamos a alguém e a nós mesmos, e tentar corrigí-los?

– Percebo que, através do amor, recebo mais do que dou?
Hmm. Eu nunca tinha visto por esse lado. Nunca pensei nisso, não com essas palavras. Mas, por mais que alguém se esforce, será que é possível dar mais amor do que receber? Eu, enquanto estou por aqui, sou apenas um, cercado de muitas pessoas. Se o que você faz volta para você, é praticamente impossível dar mais o seu amor às outras pessoas do que receber. Mesmo que ame intensamente todas as criaturas, supondo que elas também te amem, jamais serás capaz de dar mais amor do que o que irás receber.

No caso de relacionamentos eu acredito que seja o oposto disso. Eu costumo me entregar sempre mais. Mas hoje eu não espero a mesma reaçãoque a minha. Cada pessoa demonstra seu amor de forma diferente, não tenhas a pretensão de achar que tua forma de mostrar amor vale mais que a forma do outro.

– Aprecio a pessoa que amo por causa disso?

Quando se ama, aprecia-se a pessoa até por seus defeitos. É, na minha opinião, o que faz com que seja bonito. Onde os outros vêem defeitos, você vê apenas diferença. “Todo mundo tem a tampa da sua panela” hehehe.

Por isso eu me entrego tão profundamente. O negócio é que ultimamente eu não tenho conhecido tantas pessoas que me dêem razão para me entregar a esse ponto, de corpo e alma, como já fiz antes.

Hmm… a cada dia eu confirmo mais que não sou só eu que estou escrevendo….